sexta-feira, 16 de julho de 2010

#cartas para ninguém 1





fotolegenda:

#devolvam meu cérebro estou apaixonada.

(eu não! domino todas minhas faculdades mentais!)












Já que a vida imita a arte...

Eu só quero um sorriso.
Um daqueles sinceros. Daqueles de cinema.
Não, melhor, de pasta de dente...
Não, prefiro o de cinema mesmo. De Fim de Cena.
Daqueles filmes em que tudo acontece na hora errada.
Menos o final. No final nada deu errado.
Aliás no fim, parece que tudo que deu errado,
era mesmo pra dar errado. Senão não teria dado certo!

E tem música de fundo, cenário?
Lógico.
A música vai depender do casal, mas neste caso:
Eu sou a mocinha.
Então eu escolho a música.
Pode tocar Vienna do Billy Joel,
e melhor se o mocinho tocar.
Assim dedilhando o violão.
Sem maestria,
despretensiosamente romântico.

É o sorriso dele a inspiração desse conto.
Daqueles que os sentimentais escrevem ...
Que os poetas santificam.
E o moço é bonito?
Ligeiramente bonito, nem demais, nem de menos.
É aquela beleza que se faz de criança,
de desentendida.

E o cenário?
Podia ser uma noite na praia, mas é óbvio demais.
Por que a vida é feita de detalhes,
e detalhes não são óbvios.
Então nós dois subimos a laje de casa,
assim olhando as casinhas se amontoando.
A pipa voando,
o gato pulando,
a vida vivendo.

Ele então me sorri,
e me beija, assim sem tirar o sorriso da boca.

Meu bem, você acreditaria
Que nem perto disso eu já vivi?
Mas quando eu fecho os olhos à noite,
assim depois de um dia chato.
Essa imagem vem à minha cabeça.
Ela só vem pra me dizer:
Que eu só desacredito,
por que não quero acreditar.





Um comentário:

  1. Eu vivi ! E olha a coincidência: parece que não faz nem 1 dia completo.

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