Sambo com rima, é minha sina./ Samba de bamba/ A Atitude é tanta/ Eu canto a raíz/pra quem sabe o que diz!/ É na história de fé meu irmão/ que eu vejo quem dá a mão/ essa temque acreditar pra poder cantar./ Por que pra vencer só precisa crer./E é na Lapa que eu vou me perder./Rebolando a noite inteira/Subindo pra Madureira/ Me acabando na ladeira/ E se eu caio na fossa / Eu saio de bossa!
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
in. acabados
Tenho convicção de quer 'ser humano', é ser ímpar. Mesmo sendo feitos aos pares. A singularidade humana: nascer, morrer e pensar; o ser, por assim dizer só cabe a cada um fazer.
Mas ainda assim, 'Ser' humano é sofrer pela falta complementar. Não é medo de envelhecer, é medo do futuro que se esvai. Não é medo de ganhar pouco, é de ficar no escritório o dia todo.
E perder a tarde lá fora...
E portodos os momentos que gostaríamos de estar fazendo outra coisa, senão àquela. Nos preocupamos com as coisas não-vividas. Ao invés de vive-las. Simplesmente. O tédio tem que entediar. Tem que ser maçante. Pra se sentir quando a novidade chegar. Ser, inacabado. Ser, imperfeito é a único jeito de chegarmos mais perto da felicidade.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
fotolegenda:
Tem homem que desce redondo, e te deixa embriagada de paixão.Tem homem que não serve pra isso, mas desinfeta você.
# Conselhos de mulheres demeia idade
" _ Mê dá uma cerveja, que eu te conto tudo..."
Estou num delai. Desacelerando meu sistema.
O álcool ainda está no meu corpo. Regurgitando. Demorando as coisas.
Duas noites mal dormidas, bem bebidas.
Acordei e rabisquei a parede pra um grafiti futuro. Ressaca inspira.
Aí que eu procuro o lugar mais inabitado que eu conseguir em casa.
Preciso extravasar as idéias.
Pego o notebook,
uma cadeira de praia,
uma Coca e um cigarro.
Nem fumar, eu fumo. Mas antes disso fui na padaria, comprar um Black de Cravo.
Só pra sentar e divagar com o cigarro, e com meu domingo, e com todas elas.
Todas elas.
As mulheres da velha guarda, as sábias e desconfiadas mulheres da meia idade.
[Fumaça pra cima.]
Me vêm um sorriso. Uma pele calejada, da idade, das escolhas ruins.
Engraçado.
Elas aos 50 dizem que fariam tudo de novo, mas diferente.
Aos 20 eu penso em fazer tudo diferente delas.
Mas talvez a gente viva,
e faça mesmo tudo igual.
Aí vai da sorte de cada um.
[Fumaça e um gole de Coca. Me ajeito na cadeira.
Malditas cadeiras de praia.]
Penso se na época, elas não estariam loucas pra fazer o que hoje, deu errado.
Casaram todas muito ingênuas.
Elas eram mulheres, antes de serem jovens.
E ser mulher era casar e e ter ancas largas para procriar.
" _ Não preciso de homem, me dê um vibrador, que está tudo certo " risos.
Diz uma das cinquentonas bonitonas.
Mais cerveja.
Complicado é pensar, que todas elas não tiveram sorte.
Um daqueles sinceros. Daqueles de cinema. Não, melhor, de pasta de dente... Não, prefiro o de cinema mesmo. De Fim de Cena. Daqueles filmes em que tudo acontece na hora errada. Menos o final. No final nada deu errado. Aliás no fim, parece que tudo que deu errado, era mesmo pra dar errado. Senão não teria dado certo!
E tem música de fundo, cenário? Lógico. A música vai depender do casal, mas neste caso: Eu sou a mocinha. Então eu escolho a música. Pode tocar Vienna do Billy Joel, e melhor se o mocinho tocar. Assim dedilhando o violão. Sem maestria, despretensiosamente romântico.
É o sorriso dele a inspiração desse conto. Daqueles que os sentimentais escrevem ... Que os poetas santificam. E o moço é bonito? Ligeiramente bonito, nem demais, nem de menos. É aquela beleza que se faz de criança, de desentendida.
E o cenário? Podia ser uma noite na praia, mas é óbvio demais. Por que a vida é feita de detalhes, e detalhes não são óbvios. Então nós dois subimos a laje de casa, assim olhando as casinhas se amontoando. A pipa voando, o gato pulando, a vida vivendo.
Ele então me sorri, e me beija, assim sem tirar o sorriso da boca.
Meu bem, você acreditaria Que nem perto disso eu já vivi? Mas quando eu fecho os olhos à noite, assim depois de um dia chato. Essa imagem vem à minha cabeça. Ela só vem pra me dizer: Que eu só desacredito, por que não quero acreditar.
Eu sou nada. Mas tenho dentro de mim, tudo.
Eu sou alguém. Mas no meio da multidão, sou só mais um.
Eu sou conhecido. Sou só rosto, não tenho nome.
Eu sou amor, amor teu. Estou ao seu lado. E muitas vezes, pra você Sou teu desconhecido íntimo.
( por que mané que é mané, fala por falar deixa as palavras soltas pelo ar...)